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| Menina à Janela, Salvador Dalí. |
"O que é aquela janela?"
(Caroline Marcolino de Souza)
Estar distante é indiscutível e tão louco de pensar, pois bem sei que estar distante vai além de não alcançar. Distância é um "trem" doido.
Sei que por vezes estar distante é não ter e almejar, assim como também é um aqui e o outro lá. Já dizia um belo refrão: "não dá pra viver assim, querer sem poder te tocar..."
Tantas formas de estar distante, presencio isso todos os dias ao doar-me de corpo e alma e receber uma resposta tão fria. Mas não posso esquecer de quando desvalorizamos e depois dizemos um simples "me desculpa?". Aí sim é um distanciamento merecido e por nossa culpa.
Mas assim como estar perto não significa amar, estar longe não significa deixar de amar, sou fã de um velho clichê que diz que nem mesmo o tempo ou a distância certas coisas pode apagar.
Já disse adeus à um grande amor e pra outros quis gritar "por favor fique!", mas talvez um dia o tempo me traga de volta e eu deixe de dar chiliques.
Falando tanto em distância meu peito até quis chorar, mas não choro pois te perdi e não tenho quem me consolar. Baboseira e melação, talvez isso tenha feito você se afastar.
Usando o termo "você" posso assustar o leitor, mas o "meu" "você" é uma velha amizade e pra sempre um grande amor.
E voltando então à janela o que ela seria? Talvez um refúgio para nas noites frias chorar, mas vá chorar na cama que lá é quente (uma sábia mulher adorava citar)... Acho que sei dizer o que seria a tal janela, um lugar para observar tudo que não possuía ou que um dia irá voltar...
Crônica produzida por mim, Caroline Marcolino de Souza em sala de aula com base na imagem "Menina à janela" de Salvador Dalí.

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