quinta-feira, 2 de maio de 2013

Finalização do trabalho com o livro "Ekoaboka"

       Dando continuidade ao cumprimento das tarefas solicitadas pela professora, os alunos deveriam encontrar alguma música que fosse possível relacionar ao livro.
       Eu e meu trio escolhemos a música "Metamorfose Ambulante" do cantor Raul Seixas, pois um trecho diz que prefere ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Alex e sua família mudaram sua opinião através da viagem repleta de ekoabokas.

Veja a música:
"Metamorfose Ambulante"



Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo



Eu quero dizer
Agora o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator
É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator
Eu vou desdizer
Aquilo tudo que eu lhe disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha velha velha velha velha
Opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.

(letra retirada do site: Vagalume)

Continuidade com o trabalho do livro

Dando continuidade ao cumprimento das tarefas solicitadas pela professora, os alunos deveriam encontrar algum filme/documentário que fosse possível de assimilar ao livro.


O vídeo que meu trio escolheu para fazer a comparação ao enredo do livro foi "Amazônia Eterna - Protagonista do Século XXI", mas devido alguns problemas técnicos não foi possível anexá-lo neste post, então você pode conferir aqui.

Trabalhando o livro "Ekoaboka".


Amor assumido após guarda dos filhos
Quando Daniela Mercury assumiu em rede social sua união com a jornalista Malu Verçosa, em segundos a notícia pipocou e à noite virou assunto no "Jornal Nacional"
por Gisele Vitória com Marina Rossi e Simone Blanes


          Quando Daniela Mercury assumiu em rede social sua união com a jornalista Malu Verçosa, em segundos a notícia pipocou e à noite virou assunto no “Jornal Nacional”. A atitude ganhou aplausos de amigos, fãs, do movimento gay e de grupos de direitos humanos. Em nota, Daniela diz que comunicou o casamento com a mesma naturalidade com que tratou suas outras relações. “Não podemos andar para trás, como os Felicianos da vida”, afirmou ela, de Portugal, em referência ao deputado Marco Feliciano. A cantora e a jornalista estão morando juntas em um condomínio de luxo no bairro de Piatã, em Salvador, na casa para onde Daniela se mudou após a separação do publicitário Marco Scabia. A história de amor seria antiga. Malu, editora da Rede Bahia, namorava a então assessora de imprensa da cantora, Fabiana Crato. A paixão teria motivado o divórcio e a mudança de Daniela de São Paulo para Salvador. No Carnaval, o romance foi descoberto, mas a discrição foi mantida. A cantora aguardava o processo de guarda dos três filhos pequenos, adotados com Scabia. Após a decisão da Justiça, o casamento foi selado com uma cerimônia íntima.
(Fonte aqui

Essa reportagem foi escolhida pelo meu trio para ser comparada com o capítulo 6 do livro, pelo fato de ser semelhante ao que é tratado tanto no capítulo quanto no enredo do livro; pelo fato de abordar ''mudança''.

Soneto: "Ekoaboka"

Após os alunos lerem o livro ''Ekoaboka'' a professora Ilvanita propôs algumas tarefas que deveriam ser realizadas em trio. Uma delas foi que os alunos produzissem um soneto relacionado a algum capítulo do livro.

''Ekoaboka''


Três meses na floresta,
A família iria passar.
Quem diria que essa aventura
Tanta mudança ia proporcionar?


A cura foi encontrada,
E Alex lá ficou.
Até Chantal a patricinha,
Parte de si por lá deixou.


Para a malária a cura era uma flor,
Para Marina as mudanças.
Para Chantal era diferente, era o amor puro como o de uma criança.


Foi uma história de amor,
De descobertas e de magia.
Mas a vida é assim mesmo, uma ekoaboka a cada dia.


Soneto feito pelo meu trio, que aborda o assunto 
tratado tanto no enredo do livro 
quanto no capítulo 6.

Índios no Brasil - Quem são eles?



           Ah, de fato a minha ideia a respeito dos índios é de que eles são os descobridores verdadeiros do nosso país, pois já estavam aqui quando os portugueses chegaram. No vídeo podemos ver que hoje eles não vivem mais apenas nas florestas, com rotina de caçadores e etc, mas hoje estão também nos centros urbanos. 
           Neste trabalho com os índios estou vendo que ele têm influência tanto na cultura como na linguagem e que ocorreram muitas mudanças de séculos atrás até hoje. Até eles e seu modo de vida mudaram com o tempo. Com as mudanças os índios não podem mais ser rotulados de “bichos do mato”, pois estão até “urbanizados”, mas sem perder o respeito pela natureza.

Resumo do livro "Ekoaboka"

Capa do livro "Ekoaboka" - retirado do Blog: Pixeleitor.


Tudo começou no ano de 1972, quando um certo estudante de biologia chamado Léo participou do Projeto Rondon na Amazônia. Após a convivência com os índios, com a escassez de remédios e assistência, o desamparo estampado no rosto dos índios e a terrível malária, prometeu a si mesmo encontrar a vacina para a doença.
Léo acabou conhecendo Babu em um congresso e se tornaram amigos, e após alguns anos de trabalho e idas e vinda da Amazônia, estavam no aeroporto buscando a família de Léo. A família era um pouco diferente, composta por uma filha francesa, de mãe carioca, um filho sueco de pai também carioca, além de Txai, filho de Léo e Marina.
Eles passariam as férias de fim de ano juntos, em um barco casa, de nome Vitória Régia, na Amazônia vivendo três meses de total contato com a natureza e uma diferente cultura.
A aventura não seria um problema para Alex e Txai, porém para Chantal, uma garota urbana e muito vaidosa seria terrível ter que passar esses dias “no mato”.
Na chegada, a família ficou em um hotel, e iriam seguir viagem durante o dia, e logo ao amanhecer foram para o barco, onde habitariam.
Após se organizarem e explorarem a nova casa, todos foram fazer um passeio em uma prainha ali perto, para que pudessem começar a se adaptar ao novo ambiente em que viveriam.
Araru, um caboclo amigo de Babu, foi os guiando pelo caminho e foi apresentando alguns bichos e plantas das redondezas.
Em meio a tantas reclamações de Chantal e interesse da parte de Alex, a visita ao afluente do Rio Negro foi a prova de que tudo aquilo seria uma grande mudança.
Chantal precisava de alguém para entendê-la, então preenchia seu diário com reclamações da nova vida, mas isso iria mudar em breve.
Através de e-mails, Alex também contava as experiências que estava vivendo para seu amigo Kiko.
O mais interessado na aventura foi Alex, que saiu para explorar mais o novo local, agora sozinho. É nesse passeio que descobre um ritual indígena ocorrendo na floresta. O rapaz fica extasiado com tantos cantos, danças, cores e pinturas, e volta para o barco meio fora de si.
Enquanto isso o pequeno Txai conhece a estranha coleção de Babu, que junta besouros de todas as espécies que encontra nas noites estreladas da floresta Amazônica. Depois da descoberta, Txai caminha floresta adentro e é onde conhece Uãuã, um índio cujo nome significa vagalume.
Após tamanha curiosidade de Alex, Babu e João, um conhecedor dos índios, acompanham o garoto até a aldeia dos abakêbyra, povo do qual ele havia visto o ritual no dia anterior. Ao chegar lá, são recebidos pelo cacique Apoena, que os deu nomes indígenas de acordo com suas características.
Alex recebe o nome de Abati, que significa “aquele que tem cabelos dourados”. Ele simpatiza muito com a aldeia, assim como o cacique cria grande afeição por Abati, fazendo com que a próxima visita não demorasse.
Nesse meio tempo, acontece o réveillon. Babu faz um banquete e cria uma espécie de ritual de libertação do antigo e preparação para o que viria.
Na nova visita a aldeia, Alex é apresentado a Catu, um jovem filho de Taciatã, uma índia mediadora da tribo com Tupã, um deus para os índios.
Após conversarem, Catu convida Alex para caçar com os homens da tribo no dia seguinte e explica que a caça que fazem é somente para alimentação da tribo, pois respeitam a natureza assim como ela os respeita.
Abati dorme na tribo, pois sairiam no dia seguinte antes do sol nascer. Na primeira parada para a alimentação, o garoto percebe que um dos índios se distancia do grupo recusando o peixe e alimentando-se apenas de mandioca, mas apesar de achar estranho compreende que Curi não comia jaú, pois esse animal já havia feito parte de sua família em vidas passadas.
Durante a caça, os índios e Alex percebem a presença de uma empresa estrangeira que praticava a retirada ilegal de madeira. A atitude levou os caçadores a retornar a aldeia e relatar tudo ao cacique, para que tomasse conhecimento do fato.
Chantal já estava acostumada a ir todos os dias até a prainha tomar sol e ler as revistas de moda trazidas de Milão por sua mãe. E até Alex aparecer com Catu tudo estava comum. Chantal se apaixona pelo índio a primeira vista.
Após Alex e Catu darem alguns mergulhos no rio, o índio com nome cujo significado era “bonito”, voltou com um grande peixe em suas mãos e após o pedido negado de Chantal levar o peixe até o barco, Alex deixa os dois na prainha para levar o jantar.
Enquanto Alex não voltava, Chantal notou algo caindo ao seu redor, não se importou muito, porém não parava, até que ela percebeu que quem arremessava as pedrinhas era Catu.
Sem ao menos se despedir, Chantal vai embora indignada e ofendida. Somente após uma conversa com Alex e explicações de Catu, de que na verdade aquilo não passou de uma forma indígena de chamar atenção, a garota se entrega, beijando Catu após a tentativa de um bem-me-quer, que falhou por sua impaciência ao esperar o índio despetalar a flor.
Após esses fatos as mudanças continuam. Marina é atacada por um poraquê, um peixe elétrico e em um ritual de cura entra em contato com seu interior. E após esse contato ela consegue interpretar que necessita de mudanças em sua vida.
Txai, curioso demais, resolve brincar com Uã de caça ao tesouro, que seria a coleção de besouros de Babu. E mesmo sem querer, Txai solta alguns dos besouros de seu amigo, que ao descobrir fica chateado, mas depois de conversar com o pequeno, o desculpa.
Uã conta a Txai que seu irmão achou um enorme e raro besouro, e para se redimir da perda do tesouro de Babu, o pequeno o entrega á seu amigo que se surpreende com a nobre atitude.
Em certa noite, Chantal e Catu acabam ficando presos em uma pequena ilha após uma enorme tempestade. O ocorrido causou enorme aflição em seus parentes, pois já era noite e eles estavam sumidos.
Após um dia todo longe de casa eles aparecem, e Chantal explica tudo á sua mãe que ouve inquieta e preocupada. Sua reação não foi das melhores.
Enquanto isso, na tribo, a mãe de Catu, recebe por meio de um ritual, uma mensagem de Tupã, diferente das outras. Nela dizia que uma ponte se formaria entre Catu e algo novo, mostrava também uma planta marrom, que deveria ser entregue ao povo que havia chegado. Taciatã acreditou que a ponte seria Chantal, os separando.
Devido ao orgulho de Taciatã em manter guerra com Chantal, ela desobedece ao pedido de Tupã e como castigo o guerreiro mais forte da tribo acaba falecendo, chamando seu nome e dizendo que Tupã a perdoava.
            Taciatã percebe que se tivesse entregado a tal planta ao povo novo, o guerreiro não teria sido levado da tribo e sente-se culpada.
            Tupã então envia uma mensagem ao cacique Apoena, que questiona a atitude de Taciatã e a convida para ir com ele até o barco Vitória Régia entregar a planta como ela deveria ter feito antes.
            Chantal recebe as flores de Taciatã, sem ter a certeza de que a atitude da “sogra” era verdadeira. E é a partir deste momento que a pesquisa de Léo e Babu ganha um novo rumo com o elemento que faltava.
            Os dois se animam com o avanço e colhem mais amostras da planta que podia ser a tal cura que buscavam para a malária.
            Com o fim da aventura chegando, as escolhas deviam ser feitas.
            Alex decidiu que ficaria na Amazônia até o meio do ano, que seria a hora de voltar para fazer o vestibular. Léo voltou com a família para testar a cura em laboratórios enquanto Babu faria os contatos técnicos necessários. 
            Essa primeira parte da aventura foi uma EKOABOKA todos os dias, e a vida é assim. É mudar-se e transformar-se.

Resumo do livro "Ekoaboka" trabalhado em sala de aula. Atividade realizada sob a orientação da professora Ilvanita.

Soneto: "Meu lado índio"

Retirada do site: JetDicas.

Em um dia qualquer
Resolvi na internet navegar
Imagine a minha surpresa.
Agora vou lhe contar...

Para quem pensa que hoje em dia
Índio é atrasado, está completamente enganado.
Agora índio é vestido, moderno
E também conectado.

Fiquei interessado por um nome no chat
Era um apelido diferente e sugestivo.
Eu e Curumim Poranga batemos um papo divertido...

Língua de índio pedi para me ensinar
Foi então que percebi e me surpreendi
Que já falamos como índios. Somos índios sem notar.

Escrito por: Caroline Marcolino de Souza. Atividade realizada sob a orientação da professora Ilvanita, com o objetivo de produzirmos um soneto baseado em um trecho do livro "Curumim Poranga" de Neli Guiguier.

Meu anjo proíbido

       Carol nunca foi aquele tipo de garota que sabia esconder o que sentia. Seu rosto tão branquinho e angelical corava tão fácil, nem ao menos a vergonha a menina sabia esconder. Seus longos cabelos pretos com uma mecha caída sobre seus olhos verdes não conseguia passar um ar de mistério. Embora ela fosse um mar de mistérios, medos, segredos e dúvidas.
       A garota sempre foi muito rápida e esperta, mas ultimamente andava no mundo da lua, andava tão distraída. Poderia ser apenas uma fase ou o interior da menina realmente aparecendo. Isso tudo começou quando Carol se fez em forma de álbum de fotografias, vários ângulos, lembranças e fatos para serem vistos. Se fez de forte para sustentar um mundo que não era seu. Isso era novidade para ela e buscava todos os dias antes de adormecer entender. Era como se houvesse entrado em sua vida o mais lindo anjo. Mas era um anjo perigoso, que se escondia em um caminho de ilusões, pelas quais ela passaria mesmo sabendo quão grande seria a dor no momento em que despertasse do transe em que vivia.
       É amor, repetia a si mesma, poderia ser mas era o certo? Era certo passar reto por inúmeras portas abertas e continuar seguindo em um longo corredor sem fim, que a cada passo dado era um degrau a mais para chegar ao momento da queda? Ela no fundo sabia a resposta, mas acreditava que seria diferente.
       E realmente dentro dela era real a ideia do amor infinito, mas nem sempre tudo é tão bonito. E por momentos ela via isso, via muito do mundo, até coisas que talvez ninguém sabe ou vê.
       Mas talvez a tal lógica do amor seja essa, não ter razão. Afinal, qual o sentido de morrer de amores por alguém que só nos causa dores? Qual o sentido de buscar um sorriso de quem lhe rouba o seu?
       Eram dúvidas da cabeça e do coração, dúvidas que pesavam, porém menos que as respostas. Carol custava a aceitá-las.
       Era preciso, não poderia viver em eterno medo, mas onde estavam as forças para aceitar?
       Em conversas sozinha buscava uma saída, sempre só.
       Ah, ela talvez conseguira encontrar sua paz. Era quase certo.
       A solução para Carol foi jogar seu amor no mar do esquecimento.

Foto retirada do Blogmail.

Atividade elaborada em sala de aula, com base na música "Quase sem Querer"- Legião Urbana através da orientação da Professora Ilvanita.


A influência indígena em nosso vocabulário

       Com a nossa ida à Biblioteca eu tive acesso a um material, no qual eu pude buscar uma espécie de glossário onde encontrei algumas palavras cujo o significado eu conheço, porém não pela forma que eles falam.
       Das doze palavras que eu anotei em meu caderno, eu só sabia o significado real de três. Ou seja, eu conhecia tanto a forma deles de falar, como o significado da palavra, que é como nós falamos.
       Os índios acrescentaram muito em nosso vocabulário e cultura, e deles temos palavras tanto denominando lugares, como Anhangabaú, como na nossa culinária, como por exemplo, o jerimum deles que é a nossa famosa abóbora.
       Por fim, a Linguagem Tupi acrescentou muito à nossa Língua Portuguesa.

Atividade desenvolvida na biblioteca escolar, com o objetivo de conhecermos novas palavras indígenas para iniciação do trabalho com o livro "Ekoaboka - Jornadas na Amazônia". Atividade foi supervisionada pela professora de Língua Portuguesa, Ilvanita.

Carta: Água, nosso recurso mais precioso

Diadema, 04 de março de 2013.

Cara Erika,

       Estou lhe escrevendo essa carta para avisar que já voltei de viagem e aguardo uma visita sua rápido, pois como sempre quando se chega de viagem há muitas novidades para se contar.
       Quero pedir para que venha com muitas ideias e disposição, pois estou pensando em tentar fazer algo para conscientizar as pessoas. Aqui o desperdício é grande e lá está faltando água. O Nordeste está em seca.
       Sem dúvidas não é só lá, mas viver naquele ambiente me abriu os olhos. Claro que também vi coisas lindas, como a vista do avião ao decolar do Aeroporto de Guararapes, no Recife.
       Mas com tanta beleza em alguns lugares, ainda falta água em outros. Como em um rio perto da casa da minha avó paterna.
       Fiquei surpresa, mas fiquei ainda mais ao saber que na cidade da minha avó materna há gente comprando água. Eu preciso da sua ajuda para conscientizar a população de que somos privilegiados, temos chuva e água em nossas casas.
       Eu já pensei na possibilidade de tentar contato com algumas empresas, pois também é necessário a conscientização deles. Mas talvez seja melhor começar com o pessoal do bairro e pouco a pouco ir ampliando o projeto.
       Eu cheguei a tirar algumas fotos em minha viagem para termos material. Podemos criar um blog dizendo o quão preciosa é a água. Se ela acabar como cozinharemos, mataremos a sede e cuidaremos da nossa higiene? Desde pequenos na escola aprendemos que ÁGUA É VIDA, mas falta que muitos coloquem em prática aqueles bons cuidados de lavar a louça e escovar os dentes com a torneira fechada, abrindo-a somente para enxaguar.
       Precisamos fazer com que parem de desperdiçar e poluir a água, pois sem ela não há vida, afinal ela está em tudo o que fazemos.
       Até quando vão deixar que a vida escorra pelos nossos dedos e vá embora pelo ralo?
       Te espero, e tomara que esteja disposta a me ajudar.

Beijos de sua amiga Caroline.

Atividade desenvolvida em 05 de março de 2013, sob a orientação da professora Ilvanita, com o intuito de produzir uma carta a partir do tema "água".

O encontro com um anjo

 
Dunas - foto retirada do blog: Barlavento.
No clarão do meio-dia, Pedro caminhava pela terra quente e seca. Tudo o que queria era encontrar uma sombra para dar uma pausa em sua caminhada.
       Ao subir o morro, atrás das dunas encontrou uma espécie de caverna onde encontrou a tão desejada sombra. Sentando-se e tentando recuperar as forças, foi pensando em sua vida e perdendo-se em seus pensamentos.
       É, a vida era um jogo no qual a sorte o abandonara, assim como seu pai, se é que se pode chamar de pai o homem que engravidou sua mãe e sem ao menos pensar nas consequências fugiu. E sempre havia sido assim, uma vida na base de abandonos e perdas indescritíveis.
       - Qual o motivo da minha condenação? Sou eu tão inútil a ponto do homem que mais deveria me amar fugir ao saber da minha existência  Eu tinha apenas minha mãe, e ela teve que me deixar? Eu não fiz mal algum. - gritava Pedro em prantos.
       E assim foi, a cada lágrima derramada uma facada em seu peito. Mas chorar parecia a única saída. O choro levou o menino a dormir e assim, sonhar com seu anjo. Sua mãe com todo amor se revelava a ele em sonhos, e era ela o motivo pelo qual ele caminhava no sol, mesmo com seus pés cansados. Poderia parecer loucura, mas a cada sonho era uma pista nova.
       - Pedro? Ah, meu menino dói lhe ver vagando no mundo sem ninguém. Mas garanto, é agora a hora de nos encontrarmos. - dizia a mulher com a beleza e delicadeza de um anjo.
       - Ah mamãe, a Senhora me traz forças para prosseguir. És tudo o que me mantém de pé. -  dizia o menino em palavras sinceras.
       Era ali que Pedro encontrava paz e um alguém para conversar, já que ele era completamente sozinho. Mas agora era hora de ir ao encontro de sua mãe.
       Ao acordar, ao seu lado haviam roupa limpa com o cheiro de seu anjo e comida, como sempre.
       O menino vestiu-se, alimentou-se e do topo do morro avistou uma humilde casa. Nela encontrou sua amada mãe, que como sempre cuidava dele. 
       Havia Pedro morrido como sua mãe e ido para o céu? Não sabe-se dizer, mas ali ele estava completamente vivo e sentiu-se no paraíso.

Escrito por: Caroline Marcolino de Souza. Atividade realizada sob a orientação da professora Ilvanita, com o objetivo de produzirmos um história com final surpreendente.

O Noivo - Lygia Fagundes Telles

            O conto "O noivo" é repleto de mistério e dúvidas. Um advogado de quarenta anos em uma quinta-feira qualquer pela manhã é acordado por sua empregada e recebe uma notícia "Sr. Miguel, o casamento é hoje". "Não tenho casamento nenhum hoje" repetia Miguel em dúvidas.
            O que se passava ali? De onde surgira uma bela roupa para que usasse e uma mala pronta para passar uma temporada na praia? E a maior questão a ser respondida "quem estava prestes a se casar?", pensar em um amigo até explicaria o belo traje deixado em seu quarto, mas e a mala? Por um instante tudo fez sentido...o noivo era ele!
            Mas como era possível ele não se lembrar de sua própria noiva? A memória de Miguel estava funcionando perfeitamente bem, assim como se lembrava de sua infância e da casa de seu avô, um belo casarão cor-de-rosa com um pé de jasmins no quintal. As lembranças continuavam acessas dentro de si e até o perfume das jasmins era possível sentir. Da mesma forma que dentro de Miguel corriam lembranças pairava o vago esquecimento de tudo que fosse relacionado a seu casamento.
            Ele pensou em perguntar a sua empregada, porém seria loucura então dentro de si buscava possibilidades...Talvez a noiva fosse sua amante Naná, Amanda, Regina, Cecília ou quem sabe Jô? Um caso que se arrastava por quatro anos, porém alguém lhe dissera que ela estava com um diplomata. Mas afinal, quem seria a misteriosa noiva?
            Enfim chegou a hora, Miguel se sentia em um jogo sem parceiro. Afinal assim ele estava, com ele apenas havia sua dúvida. Passado-se os minutos chegou a noiva, ao tirar o véu de seu rosto e vê-la pensou "como pude pensar em tantas menos nela?" e inclinou-se para beijá-la. E chega o fim do conto reinando o mistério.
            Ao meu ver a noiva era um amor impossível e ele jamais imaginasse levá-la ao altar. Mas quem sabe o destino houvesse traçado a história dos dois? Afinal, quando é amor, quando é pra ser, não há nada que impeça...acontecerá!

Lygia Fagundes Telles.
Retirada do site: Revista Lusofonia.
Síntese elaborada em uma visita à Biblioteca Escolar do Sesi, acompanhados da Professora Ilvanita para leitura de contos.


Laços de Família - Clarice Lispector

          Depois da visita de duas semanas, Catarina levou sua mãe para a estação, onde ela tomaria o trem e se despediriam. Enquanto elas estão no táxi, Catarina se lembra do desconforto causado, graças a convivência naquele período entre sua mãe e seu marido, que não se suportavam. Mas, na hora da partida, os dois se transformaram.
          De repente, um tratava o outro com delicadeza. Com esse comportamento, Catarina ficava com vontade de rir, mas como não podia, ria pelo olhar. A mãe, chamava-se Severina. Uma mãe severa, que não media as palavras ao julgar a magreza do neto. Catarina concordava, sem perder a paciência. Antônio, esposo de Catarina e pai do menino, certa noite irritou-se com tais observações da sogra.
          De repente, uma freada do carro lançou as duas mulheres uma contra a outra, provocando entre elas uma intimidade de corpos já esquecida. Era como se houvesse acontecido um desastre. Evitaram olhar-se até chegar à estação. Catarina nunca foi de muitos carinhos com a mãe. Sempre foi uma filha muito próxima, muito achegada ao pai, cheia de cumplicidade.
          Quando a campainha da estação tocou, mãe e filha se olharam assustadas, chamando uma pela outra. Como quem tivesse esquecido de dizer uma para outra, que eram mãe e filha. Mas não o disseram, ao invés disso, mandaram lembranças para os parentes, e o trem se foi. 
          Catarina voltou para casa "disposta a usufruir da largueza do mundo inteiro, caminho aberto pela sua mãe que lhe ardia no peito." Encontrou o marido na sala, lendo os jornais de sábado. O menino magro estava no quarto, totalmente distraído. Tentando chamar a atenção do filho, a mãe sacudia uma toalha na sua frente. E foi nesse momento, que pela primeira vez, ele a chamou de "mamãe", sem pedir nada e em um tom diferente. 
          Alguma coisa mudara entre eles, e o seu corpo inteiro riu,  agora não apenas com os olhos. Pegou seu filho pela mão e o levou para passear, deixando Antônio na sala, sem saber aonde iam.
          Ele olhava pela janela, sua mulher andando com o filho. Antônio sentia-se frustrado, porque ela vivia sozinha o seu momento de alegria. Decidiu que depois do jantar iriam ao cinema. Depois do cinema, seria noite.


Representação das personagens (Catarina e sua mãe).
Retirada do site: O melhor casamento do mundo.

Atividade proposta pela professora Ilvanita, de Língua Portuguesa, que nos orientou a leitura deste conto, entre outros, para nos aprofundarmos nos contos psicológicos, gênero estudado em sala de aula.