quinta-feira, 2 de maio de 2013

O encontro com um anjo

 
Dunas - foto retirada do blog: Barlavento.
No clarão do meio-dia, Pedro caminhava pela terra quente e seca. Tudo o que queria era encontrar uma sombra para dar uma pausa em sua caminhada.
       Ao subir o morro, atrás das dunas encontrou uma espécie de caverna onde encontrou a tão desejada sombra. Sentando-se e tentando recuperar as forças, foi pensando em sua vida e perdendo-se em seus pensamentos.
       É, a vida era um jogo no qual a sorte o abandonara, assim como seu pai, se é que se pode chamar de pai o homem que engravidou sua mãe e sem ao menos pensar nas consequências fugiu. E sempre havia sido assim, uma vida na base de abandonos e perdas indescritíveis.
       - Qual o motivo da minha condenação? Sou eu tão inútil a ponto do homem que mais deveria me amar fugir ao saber da minha existência  Eu tinha apenas minha mãe, e ela teve que me deixar? Eu não fiz mal algum. - gritava Pedro em prantos.
       E assim foi, a cada lágrima derramada uma facada em seu peito. Mas chorar parecia a única saída. O choro levou o menino a dormir e assim, sonhar com seu anjo. Sua mãe com todo amor se revelava a ele em sonhos, e era ela o motivo pelo qual ele caminhava no sol, mesmo com seus pés cansados. Poderia parecer loucura, mas a cada sonho era uma pista nova.
       - Pedro? Ah, meu menino dói lhe ver vagando no mundo sem ninguém. Mas garanto, é agora a hora de nos encontrarmos. - dizia a mulher com a beleza e delicadeza de um anjo.
       - Ah mamãe, a Senhora me traz forças para prosseguir. És tudo o que me mantém de pé. -  dizia o menino em palavras sinceras.
       Era ali que Pedro encontrava paz e um alguém para conversar, já que ele era completamente sozinho. Mas agora era hora de ir ao encontro de sua mãe.
       Ao acordar, ao seu lado haviam roupa limpa com o cheiro de seu anjo e comida, como sempre.
       O menino vestiu-se, alimentou-se e do topo do morro avistou uma humilde casa. Nela encontrou sua amada mãe, que como sempre cuidava dele. 
       Havia Pedro morrido como sua mãe e ido para o céu? Não sabe-se dizer, mas ali ele estava completamente vivo e sentiu-se no paraíso.

Escrito por: Caroline Marcolino de Souza. Atividade realizada sob a orientação da professora Ilvanita, com o objetivo de produzirmos um história com final surpreendente.

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