quinta-feira, 2 de maio de 2013

Meu anjo proíbido

       Carol nunca foi aquele tipo de garota que sabia esconder o que sentia. Seu rosto tão branquinho e angelical corava tão fácil, nem ao menos a vergonha a menina sabia esconder. Seus longos cabelos pretos com uma mecha caída sobre seus olhos verdes não conseguia passar um ar de mistério. Embora ela fosse um mar de mistérios, medos, segredos e dúvidas.
       A garota sempre foi muito rápida e esperta, mas ultimamente andava no mundo da lua, andava tão distraída. Poderia ser apenas uma fase ou o interior da menina realmente aparecendo. Isso tudo começou quando Carol se fez em forma de álbum de fotografias, vários ângulos, lembranças e fatos para serem vistos. Se fez de forte para sustentar um mundo que não era seu. Isso era novidade para ela e buscava todos os dias antes de adormecer entender. Era como se houvesse entrado em sua vida o mais lindo anjo. Mas era um anjo perigoso, que se escondia em um caminho de ilusões, pelas quais ela passaria mesmo sabendo quão grande seria a dor no momento em que despertasse do transe em que vivia.
       É amor, repetia a si mesma, poderia ser mas era o certo? Era certo passar reto por inúmeras portas abertas e continuar seguindo em um longo corredor sem fim, que a cada passo dado era um degrau a mais para chegar ao momento da queda? Ela no fundo sabia a resposta, mas acreditava que seria diferente.
       E realmente dentro dela era real a ideia do amor infinito, mas nem sempre tudo é tão bonito. E por momentos ela via isso, via muito do mundo, até coisas que talvez ninguém sabe ou vê.
       Mas talvez a tal lógica do amor seja essa, não ter razão. Afinal, qual o sentido de morrer de amores por alguém que só nos causa dores? Qual o sentido de buscar um sorriso de quem lhe rouba o seu?
       Eram dúvidas da cabeça e do coração, dúvidas que pesavam, porém menos que as respostas. Carol custava a aceitá-las.
       Era preciso, não poderia viver em eterno medo, mas onde estavam as forças para aceitar?
       Em conversas sozinha buscava uma saída, sempre só.
       Ah, ela talvez conseguira encontrar sua paz. Era quase certo.
       A solução para Carol foi jogar seu amor no mar do esquecimento.

Foto retirada do Blogmail.

Atividade elaborada em sala de aula, com base na música "Quase sem Querer"- Legião Urbana através da orientação da Professora Ilvanita.


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