segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Aula de História no Prezi.

A nossa Professora de História nos orientou a elaborar uma apresentação em um site (o prezi) com base em algumas pesquisar. Veja a minha apresentação clicando aqui.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Uma mensagem de paz.

     Com base no livro "Uma garrafa no mar de Gaza" iremos decorar uma garrafa e dentro colocar uma mensagem de paz. Abaixo está a minha mensagem de paz, espero que gostem!


"Onde está o seu lado humano?"

Onde está seu lado humano?
O seu lado que sabe amar,
pois dizer que é humano é fácil,
difícil é como humano se portar.

Vejo humanos sem piedade
e outros que matam por prazer.
Isso é ser um humano?
Pois então, um cachorro talvez eu deseje ser.

Que comparação estranha,
mas menos rídicula que a realidade.
Falta paz, falta amor
falta caráter de verdade.

Creio que você é diferente
e fará a sua parte.
Graças à pessoas como você
teremos um mundo de verdade.

Te desejo paz, te desejo amor
te desejo sorrisos no final das tardes,
desejo que tudo isso não fique só na vontade!

Mensagem escrita por mim na espera da paz.

Ah, a leitura...

               Vamos agora falar da minha paixão, a leitura! Ah, tem coisa melhor do que sentir-se perdida e de repente ler aquela frase que define exatamente o que você está sentindo? É tão reconfortante.
              Não há nada melhor do que aquele livro novinho, com o cheirinho nas páginas e aquele livro mais velho, que toda vez que você o lê é como se fosse a primeira vez, o primeiro amor? Incomparável. Eu sou apaixonada por esse mundo da leitura, pela sensação de que estou viajando pra longe, que estou em outro mundo que por vezes é o meu mundo. Ah, amo folhear as páginas e a cada parágrafo me envolver mais nas histórias.
            Você também gosta de ler? Se sua resposta foi não eu lhe digo: comece a ler assuntos do seu interesse e depois você acabará se envolvendo, se apaixonando como eu. Pode ser uma reportagem, uma poesia, uma frase qualquer que irá despertar esse teu amor. Agora se a sua resposta foi sim, meus parabéns você tem um bom gosto e um amor maravilhosos.
            Enfim, ler é mágico, ler é sonhar, ler é viver, ler é amar!


De uma garota perdidamente apaixonada para vocês, façam boas leituras!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Resumo do livro: "Uma garrafa no mar de Gaza"

Foto retirada do Site Psychobooks.
       Não sei bem por onde começar essa publicação, dizendo que amei a foto ou que amei o livro? Enfim, digo então: amei os dois.
      O livro "Uma garrafa no mar de Gaza" de Valérie Zanetti fala sobre a guerra entre Palestina x Israel. 
      O livro conta a história da jovem Tal, uma garota israelense que vive em Jerusalém com seu pai que é um guia turístico apaixonado por sua cidade, sua mãe, seu irmão que é soldado do exército e faz assistência na Faixa de Gaza (que vem em casa quando pega licença). Tudo realmente começa em setembro de 2003, quando um homem-bomba explodiu-se dentro de um café no qual havia uma jovem que se casaria naquele mesmo dia. Pelo fato do café ser perto da casa da jovem Tal ficou muito mais fácil "presenciar" o ocorrido e obter informações, que impactaram a jovem de 17 anos.
      Tal tinha tanto a dizer, mas nem mesmo Efrat sua melhor amiga ou Ouri seu namorado poderiam compreender ou entender, por mais que se esforçassem. Então em segredo Tal escreveu uma carta que relatava seus sentimentos, criou um destinatário em sua mente: uma garota de dezessete anos, assim como ela, de longos cabelos escuros e castanhos e um ar sonhador, colocou então a carta dentro de uma garrafa. E aí vem a loucura: pediu à seu irmão Eytan que jogasse a tal garrafa no mar de Gaza.
     Ele não jogou a garrafa no mar, mas deixou bem próximo. Porém não foi o destinatário dos sonhos de Tal que recebeu a carta e sim um garoto palestino mais velho que ela e bem irônico. Eles conversaram por email e depois por uma espécie de chat. Com o passar do tempo os dois adquiriram uma afinidade e contavam um ao outro sobre suas experiências.
      Ah, o livro é maravilhoso sabe? O leitor vai devorá-lo. Recomendo muito essa leitura e digo: o fim me surpreendeu bastante. Mas deixo o fim para você descobrir lendo. 

Resumo do livro "Uma garrafa no mar de Gaza, de Valérie Zanetti.

O que é aquela janela?

Menina à Janela, Salvador Dalí.
Andamos trabalhando também com o gênero textual crônica. Em uma atividade do nosso Movimento do Aprender haviam três imagens para escolhermos e então escrever a nossa crônica, sendo ela poética, humorística, etc. Eu escolhi a imagem da menina à janela e tentei escrever uma crônica poética, espero que leiam e gostem!

"O que é aquela janela?" 
(Caroline Marcolino de Souza)

   Talvez da sua janela aquela menina avistasse um imenso horizonte. Avistasse também a lua nas noites frias e notava que dela tudo parecia distante, mas não digo isso pela localização daquela janela. O que é aquela janela afinal?
   Estar distante é indiscutível e tão louco de pensar, pois bem sei que estar distante vai além de não alcançar. Distância é um "trem" doido.
   Sei que por vezes estar distante é não ter e almejar, assim como também é um aqui e o outro lá. Já dizia um belo refrão: "não dá pra viver assim, querer sem poder te tocar..."
     Tantas formas de estar distante, presencio isso todos os dias ao doar-me de corpo e alma e receber uma resposta tão fria. Mas não posso esquecer de quando desvalorizamos e depois dizemos um simples "me desculpa?". Aí sim é um distanciamento merecido e por nossa culpa.
     Mas assim como estar perto não significa amar, estar longe não significa deixar de amar, sou fã de um velho clichê que diz que nem mesmo o tempo ou a distância certas coisas pode apagar.
     Já disse adeus à um grande amor e pra outros quis gritar "por favor fique!", mas talvez um dia o tempo me traga de volta e eu deixe de dar chiliques.
     Falando tanto em distância meu peito até quis chorar, mas não choro pois te perdi e não tenho quem me consolar. Baboseira e melação, talvez isso tenha feito você se afastar.
     Usando o termo "você" posso assustar o leitor, mas o "meu" "você" é uma velha amizade e pra sempre um grande amor.
     E voltando então à janela o que ela seria? Talvez um refúgio para nas noites frias chorar, mas vá chorar na cama que lá é quente (uma sábia mulher adorava citar)... Acho que sei dizer o que seria a tal janela, um lugar para observar tudo que não possuía ou que um dia irá voltar...

Crônica produzida por mim, Caroline Marcolino de Souza em sala de aula com base na imagem "Menina à janela" de Salvador Dalí.

Literatura em vídeo.

Com base no nosso trabalho com contos e mais contos a professora Ilvanita Barbosa nos orientou a realizar o "Literatura em vídeo", que seria um vídeo (não muito longo) sobre algum conto. O meu grupo escolheu o conto "O Noivo" da Lygia Fagundes Telles, porque ele traz um mistério que faz com que o leitor fique fixado na história. Veja como ficou o meu "literatura em vídeo" clicando aqui.



Trabalho realizado através da orientação da professora de Língua Portuguesa Ilvanita Barbosa.

Trabalho com o livro "Todos Contra Dante"

   Através da proposta de leitura do livro "Todos contra Dante" do autor Luís Dill e orientações das professoras de Língua Portuguesa e de História (respectivamente Ilvanita e Sueli), elaboramos um trabalho sobre o bullying em trios. O trio deveria elaborar uma tirinha, uma charge e uma campanha sobre o tema. Abaixo você poderá ver como ficou o meu trabalho (tirinha e charge) finalizado:

Tirinha do meu trio.

Charge.

Trabalho realizado com orientação das Professoras Ilvanita Barbosa e Sueli Gama, com base no livro "Todos contra Dante" de Luís Dill.

Indo à Biblioteca selecionar poesias - Parte II

        Dando continuidade ao trabalho com poesias retornamos à biblioteca para selecionar mais duas poesias. Novamente escolhi uma do Mário Quintana e outra, da Cecília Meireles. Leia e sinta um pouquinho o gostinho da saudade que eu pude sentir em minhas leituras:


"O Baú" (Mário Quintana)


Como estranhas lembranças de outras vidas, 
Que outros viveram, num estranho mundo, 
Quantas coisas perdidas e esquecidas 
No teu baú de espantos... Bem no fundo, 
Uma boneca toda estraçalhada! 
(isto não são brinquedos de menino... 
alguma coisa deve estar errada) 
mas o teu coração em desatino 
te traz de súbito uma idéia louca: 
é ela, sim! Só pode ser aquela, 
a jamais esquecida Bem-Amada. 
E em vão tentas lembrar o nome dela... 
E em vão ela te fita... e a sua boca 
Tenta sorrir-te mas está quebrada.


"Recado aos Amigos Distantes
(Cecília Meireles)

Meus companheiros amados, 
não vos espero nem chamo: 
porque vou para outros lados. 
Mas é certo que vos amo. 

Nem sempre os que estão mais perto 
fazem melhor companhia. 
Mesmo com sol encoberto, 
todos sabem quando é dia. 

Pelo vosso campo imenso, 
vou cortando meus atalhos. 
Por vosso amor é que penso 
e me dou tantos trabalhos. 

Não condeneis, por enquanto, 
minha rebelde maneira. 
Para libertar-me tanto, 
fico vossa prisioneira. 

Por mais que longe pareça, 
ides na minha lembrança, 
ides na minha cabeça, 
valeis a minha Esperança.



"Filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil S.A., e de D. Matilde Benevides Meireles, professora municipal, Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, na Tijuca, Rio de Janeiro. Foi a única sobrevivente dos quatros filhos do casal. O pai faleceu três meses antes do seu nascimento, e sua mãe quando ainda não tinha três anos. Criou-a, a partir de então, sua avó D. Jacinta Garcia Benevides." 


Foto retirada do Site Releituras.











    
                                     Dando continuidade ao trabalho baseado na Unidade Prosa com poesia do nosso Movimento do Aprender, na biblioteca acompanhados da Profª Ilvanita Barbosa.

Indo à Biblioteca selecionar poesias - Parte I

     Nosso trabalho agora é com poesias, fomos então à Biblioteca Escolar para selecionar algumas. Sou apaixonada por esse gênero textual, se pudesse ficava lendo-as a tarde inteirinha.. Na biblioteca li diversas (identifiquei-me com quase todas), fomos então orientados pela professora Ilvanita Barbosa a escolher uma poesia pensando em alguém, minha escolha foi certeira e tive prova real disso, mas isso é uma outra história. Minha primeira escolha foi uma poesia do Mário Quintana, me apaixonei de cara por ela. Leia e compreenda já o porque eu me apaixonei.


"Presença"

É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.


"Mário de Miranda Quintana nasceu na cidade de Alegrete (RS), no dia 30 de julho de 1906, quarto filho de Celso de Oliveira Quintana, farmacêutico, e de D. Virgínia de Miranda Quintana. "
Foto retirada do Site Releituras.













          Começando o trabalho baseado na Unidade Prosa com poesia do nosso Movimento do Aprender, na biblioteca acompanhados da Profª Ilvanita Barbosa. 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Finalização do trabalho com o livro "Ekoaboka"

       Dando continuidade ao cumprimento das tarefas solicitadas pela professora, os alunos deveriam encontrar alguma música que fosse possível relacionar ao livro.
       Eu e meu trio escolhemos a música "Metamorfose Ambulante" do cantor Raul Seixas, pois um trecho diz que prefere ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Alex e sua família mudaram sua opinião através da viagem repleta de ekoabokas.

Veja a música:
"Metamorfose Ambulante"



Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo



Eu quero dizer
Agora o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator
É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator
Eu vou desdizer
Aquilo tudo que eu lhe disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha velha velha velha velha
Opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.

(letra retirada do site: Vagalume)

Continuidade com o trabalho do livro

Dando continuidade ao cumprimento das tarefas solicitadas pela professora, os alunos deveriam encontrar algum filme/documentário que fosse possível de assimilar ao livro.


O vídeo que meu trio escolheu para fazer a comparação ao enredo do livro foi "Amazônia Eterna - Protagonista do Século XXI", mas devido alguns problemas técnicos não foi possível anexá-lo neste post, então você pode conferir aqui.

Trabalhando o livro "Ekoaboka".


Amor assumido após guarda dos filhos
Quando Daniela Mercury assumiu em rede social sua união com a jornalista Malu Verçosa, em segundos a notícia pipocou e à noite virou assunto no "Jornal Nacional"
por Gisele Vitória com Marina Rossi e Simone Blanes


          Quando Daniela Mercury assumiu em rede social sua união com a jornalista Malu Verçosa, em segundos a notícia pipocou e à noite virou assunto no “Jornal Nacional”. A atitude ganhou aplausos de amigos, fãs, do movimento gay e de grupos de direitos humanos. Em nota, Daniela diz que comunicou o casamento com a mesma naturalidade com que tratou suas outras relações. “Não podemos andar para trás, como os Felicianos da vida”, afirmou ela, de Portugal, em referência ao deputado Marco Feliciano. A cantora e a jornalista estão morando juntas em um condomínio de luxo no bairro de Piatã, em Salvador, na casa para onde Daniela se mudou após a separação do publicitário Marco Scabia. A história de amor seria antiga. Malu, editora da Rede Bahia, namorava a então assessora de imprensa da cantora, Fabiana Crato. A paixão teria motivado o divórcio e a mudança de Daniela de São Paulo para Salvador. No Carnaval, o romance foi descoberto, mas a discrição foi mantida. A cantora aguardava o processo de guarda dos três filhos pequenos, adotados com Scabia. Após a decisão da Justiça, o casamento foi selado com uma cerimônia íntima.
(Fonte aqui

Essa reportagem foi escolhida pelo meu trio para ser comparada com o capítulo 6 do livro, pelo fato de ser semelhante ao que é tratado tanto no capítulo quanto no enredo do livro; pelo fato de abordar ''mudança''.

Soneto: "Ekoaboka"

Após os alunos lerem o livro ''Ekoaboka'' a professora Ilvanita propôs algumas tarefas que deveriam ser realizadas em trio. Uma delas foi que os alunos produzissem um soneto relacionado a algum capítulo do livro.

''Ekoaboka''


Três meses na floresta,
A família iria passar.
Quem diria que essa aventura
Tanta mudança ia proporcionar?


A cura foi encontrada,
E Alex lá ficou.
Até Chantal a patricinha,
Parte de si por lá deixou.


Para a malária a cura era uma flor,
Para Marina as mudanças.
Para Chantal era diferente, era o amor puro como o de uma criança.


Foi uma história de amor,
De descobertas e de magia.
Mas a vida é assim mesmo, uma ekoaboka a cada dia.


Soneto feito pelo meu trio, que aborda o assunto 
tratado tanto no enredo do livro 
quanto no capítulo 6.

Índios no Brasil - Quem são eles?



           Ah, de fato a minha ideia a respeito dos índios é de que eles são os descobridores verdadeiros do nosso país, pois já estavam aqui quando os portugueses chegaram. No vídeo podemos ver que hoje eles não vivem mais apenas nas florestas, com rotina de caçadores e etc, mas hoje estão também nos centros urbanos. 
           Neste trabalho com os índios estou vendo que ele têm influência tanto na cultura como na linguagem e que ocorreram muitas mudanças de séculos atrás até hoje. Até eles e seu modo de vida mudaram com o tempo. Com as mudanças os índios não podem mais ser rotulados de “bichos do mato”, pois estão até “urbanizados”, mas sem perder o respeito pela natureza.

Resumo do livro "Ekoaboka"

Capa do livro "Ekoaboka" - retirado do Blog: Pixeleitor.


Tudo começou no ano de 1972, quando um certo estudante de biologia chamado Léo participou do Projeto Rondon na Amazônia. Após a convivência com os índios, com a escassez de remédios e assistência, o desamparo estampado no rosto dos índios e a terrível malária, prometeu a si mesmo encontrar a vacina para a doença.
Léo acabou conhecendo Babu em um congresso e se tornaram amigos, e após alguns anos de trabalho e idas e vinda da Amazônia, estavam no aeroporto buscando a família de Léo. A família era um pouco diferente, composta por uma filha francesa, de mãe carioca, um filho sueco de pai também carioca, além de Txai, filho de Léo e Marina.
Eles passariam as férias de fim de ano juntos, em um barco casa, de nome Vitória Régia, na Amazônia vivendo três meses de total contato com a natureza e uma diferente cultura.
A aventura não seria um problema para Alex e Txai, porém para Chantal, uma garota urbana e muito vaidosa seria terrível ter que passar esses dias “no mato”.
Na chegada, a família ficou em um hotel, e iriam seguir viagem durante o dia, e logo ao amanhecer foram para o barco, onde habitariam.
Após se organizarem e explorarem a nova casa, todos foram fazer um passeio em uma prainha ali perto, para que pudessem começar a se adaptar ao novo ambiente em que viveriam.
Araru, um caboclo amigo de Babu, foi os guiando pelo caminho e foi apresentando alguns bichos e plantas das redondezas.
Em meio a tantas reclamações de Chantal e interesse da parte de Alex, a visita ao afluente do Rio Negro foi a prova de que tudo aquilo seria uma grande mudança.
Chantal precisava de alguém para entendê-la, então preenchia seu diário com reclamações da nova vida, mas isso iria mudar em breve.
Através de e-mails, Alex também contava as experiências que estava vivendo para seu amigo Kiko.
O mais interessado na aventura foi Alex, que saiu para explorar mais o novo local, agora sozinho. É nesse passeio que descobre um ritual indígena ocorrendo na floresta. O rapaz fica extasiado com tantos cantos, danças, cores e pinturas, e volta para o barco meio fora de si.
Enquanto isso o pequeno Txai conhece a estranha coleção de Babu, que junta besouros de todas as espécies que encontra nas noites estreladas da floresta Amazônica. Depois da descoberta, Txai caminha floresta adentro e é onde conhece Uãuã, um índio cujo nome significa vagalume.
Após tamanha curiosidade de Alex, Babu e João, um conhecedor dos índios, acompanham o garoto até a aldeia dos abakêbyra, povo do qual ele havia visto o ritual no dia anterior. Ao chegar lá, são recebidos pelo cacique Apoena, que os deu nomes indígenas de acordo com suas características.
Alex recebe o nome de Abati, que significa “aquele que tem cabelos dourados”. Ele simpatiza muito com a aldeia, assim como o cacique cria grande afeição por Abati, fazendo com que a próxima visita não demorasse.
Nesse meio tempo, acontece o réveillon. Babu faz um banquete e cria uma espécie de ritual de libertação do antigo e preparação para o que viria.
Na nova visita a aldeia, Alex é apresentado a Catu, um jovem filho de Taciatã, uma índia mediadora da tribo com Tupã, um deus para os índios.
Após conversarem, Catu convida Alex para caçar com os homens da tribo no dia seguinte e explica que a caça que fazem é somente para alimentação da tribo, pois respeitam a natureza assim como ela os respeita.
Abati dorme na tribo, pois sairiam no dia seguinte antes do sol nascer. Na primeira parada para a alimentação, o garoto percebe que um dos índios se distancia do grupo recusando o peixe e alimentando-se apenas de mandioca, mas apesar de achar estranho compreende que Curi não comia jaú, pois esse animal já havia feito parte de sua família em vidas passadas.
Durante a caça, os índios e Alex percebem a presença de uma empresa estrangeira que praticava a retirada ilegal de madeira. A atitude levou os caçadores a retornar a aldeia e relatar tudo ao cacique, para que tomasse conhecimento do fato.
Chantal já estava acostumada a ir todos os dias até a prainha tomar sol e ler as revistas de moda trazidas de Milão por sua mãe. E até Alex aparecer com Catu tudo estava comum. Chantal se apaixona pelo índio a primeira vista.
Após Alex e Catu darem alguns mergulhos no rio, o índio com nome cujo significado era “bonito”, voltou com um grande peixe em suas mãos e após o pedido negado de Chantal levar o peixe até o barco, Alex deixa os dois na prainha para levar o jantar.
Enquanto Alex não voltava, Chantal notou algo caindo ao seu redor, não se importou muito, porém não parava, até que ela percebeu que quem arremessava as pedrinhas era Catu.
Sem ao menos se despedir, Chantal vai embora indignada e ofendida. Somente após uma conversa com Alex e explicações de Catu, de que na verdade aquilo não passou de uma forma indígena de chamar atenção, a garota se entrega, beijando Catu após a tentativa de um bem-me-quer, que falhou por sua impaciência ao esperar o índio despetalar a flor.
Após esses fatos as mudanças continuam. Marina é atacada por um poraquê, um peixe elétrico e em um ritual de cura entra em contato com seu interior. E após esse contato ela consegue interpretar que necessita de mudanças em sua vida.
Txai, curioso demais, resolve brincar com Uã de caça ao tesouro, que seria a coleção de besouros de Babu. E mesmo sem querer, Txai solta alguns dos besouros de seu amigo, que ao descobrir fica chateado, mas depois de conversar com o pequeno, o desculpa.
Uã conta a Txai que seu irmão achou um enorme e raro besouro, e para se redimir da perda do tesouro de Babu, o pequeno o entrega á seu amigo que se surpreende com a nobre atitude.
Em certa noite, Chantal e Catu acabam ficando presos em uma pequena ilha após uma enorme tempestade. O ocorrido causou enorme aflição em seus parentes, pois já era noite e eles estavam sumidos.
Após um dia todo longe de casa eles aparecem, e Chantal explica tudo á sua mãe que ouve inquieta e preocupada. Sua reação não foi das melhores.
Enquanto isso, na tribo, a mãe de Catu, recebe por meio de um ritual, uma mensagem de Tupã, diferente das outras. Nela dizia que uma ponte se formaria entre Catu e algo novo, mostrava também uma planta marrom, que deveria ser entregue ao povo que havia chegado. Taciatã acreditou que a ponte seria Chantal, os separando.
Devido ao orgulho de Taciatã em manter guerra com Chantal, ela desobedece ao pedido de Tupã e como castigo o guerreiro mais forte da tribo acaba falecendo, chamando seu nome e dizendo que Tupã a perdoava.
            Taciatã percebe que se tivesse entregado a tal planta ao povo novo, o guerreiro não teria sido levado da tribo e sente-se culpada.
            Tupã então envia uma mensagem ao cacique Apoena, que questiona a atitude de Taciatã e a convida para ir com ele até o barco Vitória Régia entregar a planta como ela deveria ter feito antes.
            Chantal recebe as flores de Taciatã, sem ter a certeza de que a atitude da “sogra” era verdadeira. E é a partir deste momento que a pesquisa de Léo e Babu ganha um novo rumo com o elemento que faltava.
            Os dois se animam com o avanço e colhem mais amostras da planta que podia ser a tal cura que buscavam para a malária.
            Com o fim da aventura chegando, as escolhas deviam ser feitas.
            Alex decidiu que ficaria na Amazônia até o meio do ano, que seria a hora de voltar para fazer o vestibular. Léo voltou com a família para testar a cura em laboratórios enquanto Babu faria os contatos técnicos necessários. 
            Essa primeira parte da aventura foi uma EKOABOKA todos os dias, e a vida é assim. É mudar-se e transformar-se.

Resumo do livro "Ekoaboka" trabalhado em sala de aula. Atividade realizada sob a orientação da professora Ilvanita.

Soneto: "Meu lado índio"

Retirada do site: JetDicas.

Em um dia qualquer
Resolvi na internet navegar
Imagine a minha surpresa.
Agora vou lhe contar...

Para quem pensa que hoje em dia
Índio é atrasado, está completamente enganado.
Agora índio é vestido, moderno
E também conectado.

Fiquei interessado por um nome no chat
Era um apelido diferente e sugestivo.
Eu e Curumim Poranga batemos um papo divertido...

Língua de índio pedi para me ensinar
Foi então que percebi e me surpreendi
Que já falamos como índios. Somos índios sem notar.

Escrito por: Caroline Marcolino de Souza. Atividade realizada sob a orientação da professora Ilvanita, com o objetivo de produzirmos um soneto baseado em um trecho do livro "Curumim Poranga" de Neli Guiguier.

Meu anjo proíbido

       Carol nunca foi aquele tipo de garota que sabia esconder o que sentia. Seu rosto tão branquinho e angelical corava tão fácil, nem ao menos a vergonha a menina sabia esconder. Seus longos cabelos pretos com uma mecha caída sobre seus olhos verdes não conseguia passar um ar de mistério. Embora ela fosse um mar de mistérios, medos, segredos e dúvidas.
       A garota sempre foi muito rápida e esperta, mas ultimamente andava no mundo da lua, andava tão distraída. Poderia ser apenas uma fase ou o interior da menina realmente aparecendo. Isso tudo começou quando Carol se fez em forma de álbum de fotografias, vários ângulos, lembranças e fatos para serem vistos. Se fez de forte para sustentar um mundo que não era seu. Isso era novidade para ela e buscava todos os dias antes de adormecer entender. Era como se houvesse entrado em sua vida o mais lindo anjo. Mas era um anjo perigoso, que se escondia em um caminho de ilusões, pelas quais ela passaria mesmo sabendo quão grande seria a dor no momento em que despertasse do transe em que vivia.
       É amor, repetia a si mesma, poderia ser mas era o certo? Era certo passar reto por inúmeras portas abertas e continuar seguindo em um longo corredor sem fim, que a cada passo dado era um degrau a mais para chegar ao momento da queda? Ela no fundo sabia a resposta, mas acreditava que seria diferente.
       E realmente dentro dela era real a ideia do amor infinito, mas nem sempre tudo é tão bonito. E por momentos ela via isso, via muito do mundo, até coisas que talvez ninguém sabe ou vê.
       Mas talvez a tal lógica do amor seja essa, não ter razão. Afinal, qual o sentido de morrer de amores por alguém que só nos causa dores? Qual o sentido de buscar um sorriso de quem lhe rouba o seu?
       Eram dúvidas da cabeça e do coração, dúvidas que pesavam, porém menos que as respostas. Carol custava a aceitá-las.
       Era preciso, não poderia viver em eterno medo, mas onde estavam as forças para aceitar?
       Em conversas sozinha buscava uma saída, sempre só.
       Ah, ela talvez conseguira encontrar sua paz. Era quase certo.
       A solução para Carol foi jogar seu amor no mar do esquecimento.

Foto retirada do Blogmail.

Atividade elaborada em sala de aula, com base na música "Quase sem Querer"- Legião Urbana através da orientação da Professora Ilvanita.


A influência indígena em nosso vocabulário

       Com a nossa ida à Biblioteca eu tive acesso a um material, no qual eu pude buscar uma espécie de glossário onde encontrei algumas palavras cujo o significado eu conheço, porém não pela forma que eles falam.
       Das doze palavras que eu anotei em meu caderno, eu só sabia o significado real de três. Ou seja, eu conhecia tanto a forma deles de falar, como o significado da palavra, que é como nós falamos.
       Os índios acrescentaram muito em nosso vocabulário e cultura, e deles temos palavras tanto denominando lugares, como Anhangabaú, como na nossa culinária, como por exemplo, o jerimum deles que é a nossa famosa abóbora.
       Por fim, a Linguagem Tupi acrescentou muito à nossa Língua Portuguesa.

Atividade desenvolvida na biblioteca escolar, com o objetivo de conhecermos novas palavras indígenas para iniciação do trabalho com o livro "Ekoaboka - Jornadas na Amazônia". Atividade foi supervisionada pela professora de Língua Portuguesa, Ilvanita.

Carta: Água, nosso recurso mais precioso

Diadema, 04 de março de 2013.

Cara Erika,

       Estou lhe escrevendo essa carta para avisar que já voltei de viagem e aguardo uma visita sua rápido, pois como sempre quando se chega de viagem há muitas novidades para se contar.
       Quero pedir para que venha com muitas ideias e disposição, pois estou pensando em tentar fazer algo para conscientizar as pessoas. Aqui o desperdício é grande e lá está faltando água. O Nordeste está em seca.
       Sem dúvidas não é só lá, mas viver naquele ambiente me abriu os olhos. Claro que também vi coisas lindas, como a vista do avião ao decolar do Aeroporto de Guararapes, no Recife.
       Mas com tanta beleza em alguns lugares, ainda falta água em outros. Como em um rio perto da casa da minha avó paterna.
       Fiquei surpresa, mas fiquei ainda mais ao saber que na cidade da minha avó materna há gente comprando água. Eu preciso da sua ajuda para conscientizar a população de que somos privilegiados, temos chuva e água em nossas casas.
       Eu já pensei na possibilidade de tentar contato com algumas empresas, pois também é necessário a conscientização deles. Mas talvez seja melhor começar com o pessoal do bairro e pouco a pouco ir ampliando o projeto.
       Eu cheguei a tirar algumas fotos em minha viagem para termos material. Podemos criar um blog dizendo o quão preciosa é a água. Se ela acabar como cozinharemos, mataremos a sede e cuidaremos da nossa higiene? Desde pequenos na escola aprendemos que ÁGUA É VIDA, mas falta que muitos coloquem em prática aqueles bons cuidados de lavar a louça e escovar os dentes com a torneira fechada, abrindo-a somente para enxaguar.
       Precisamos fazer com que parem de desperdiçar e poluir a água, pois sem ela não há vida, afinal ela está em tudo o que fazemos.
       Até quando vão deixar que a vida escorra pelos nossos dedos e vá embora pelo ralo?
       Te espero, e tomara que esteja disposta a me ajudar.

Beijos de sua amiga Caroline.

Atividade desenvolvida em 05 de março de 2013, sob a orientação da professora Ilvanita, com o intuito de produzir uma carta a partir do tema "água".

O encontro com um anjo

 
Dunas - foto retirada do blog: Barlavento.
No clarão do meio-dia, Pedro caminhava pela terra quente e seca. Tudo o que queria era encontrar uma sombra para dar uma pausa em sua caminhada.
       Ao subir o morro, atrás das dunas encontrou uma espécie de caverna onde encontrou a tão desejada sombra. Sentando-se e tentando recuperar as forças, foi pensando em sua vida e perdendo-se em seus pensamentos.
       É, a vida era um jogo no qual a sorte o abandonara, assim como seu pai, se é que se pode chamar de pai o homem que engravidou sua mãe e sem ao menos pensar nas consequências fugiu. E sempre havia sido assim, uma vida na base de abandonos e perdas indescritíveis.
       - Qual o motivo da minha condenação? Sou eu tão inútil a ponto do homem que mais deveria me amar fugir ao saber da minha existência  Eu tinha apenas minha mãe, e ela teve que me deixar? Eu não fiz mal algum. - gritava Pedro em prantos.
       E assim foi, a cada lágrima derramada uma facada em seu peito. Mas chorar parecia a única saída. O choro levou o menino a dormir e assim, sonhar com seu anjo. Sua mãe com todo amor se revelava a ele em sonhos, e era ela o motivo pelo qual ele caminhava no sol, mesmo com seus pés cansados. Poderia parecer loucura, mas a cada sonho era uma pista nova.
       - Pedro? Ah, meu menino dói lhe ver vagando no mundo sem ninguém. Mas garanto, é agora a hora de nos encontrarmos. - dizia a mulher com a beleza e delicadeza de um anjo.
       - Ah mamãe, a Senhora me traz forças para prosseguir. És tudo o que me mantém de pé. -  dizia o menino em palavras sinceras.
       Era ali que Pedro encontrava paz e um alguém para conversar, já que ele era completamente sozinho. Mas agora era hora de ir ao encontro de sua mãe.
       Ao acordar, ao seu lado haviam roupa limpa com o cheiro de seu anjo e comida, como sempre.
       O menino vestiu-se, alimentou-se e do topo do morro avistou uma humilde casa. Nela encontrou sua amada mãe, que como sempre cuidava dele. 
       Havia Pedro morrido como sua mãe e ido para o céu? Não sabe-se dizer, mas ali ele estava completamente vivo e sentiu-se no paraíso.

Escrito por: Caroline Marcolino de Souza. Atividade realizada sob a orientação da professora Ilvanita, com o objetivo de produzirmos um história com final surpreendente.

O Noivo - Lygia Fagundes Telles

            O conto "O noivo" é repleto de mistério e dúvidas. Um advogado de quarenta anos em uma quinta-feira qualquer pela manhã é acordado por sua empregada e recebe uma notícia "Sr. Miguel, o casamento é hoje". "Não tenho casamento nenhum hoje" repetia Miguel em dúvidas.
            O que se passava ali? De onde surgira uma bela roupa para que usasse e uma mala pronta para passar uma temporada na praia? E a maior questão a ser respondida "quem estava prestes a se casar?", pensar em um amigo até explicaria o belo traje deixado em seu quarto, mas e a mala? Por um instante tudo fez sentido...o noivo era ele!
            Mas como era possível ele não se lembrar de sua própria noiva? A memória de Miguel estava funcionando perfeitamente bem, assim como se lembrava de sua infância e da casa de seu avô, um belo casarão cor-de-rosa com um pé de jasmins no quintal. As lembranças continuavam acessas dentro de si e até o perfume das jasmins era possível sentir. Da mesma forma que dentro de Miguel corriam lembranças pairava o vago esquecimento de tudo que fosse relacionado a seu casamento.
            Ele pensou em perguntar a sua empregada, porém seria loucura então dentro de si buscava possibilidades...Talvez a noiva fosse sua amante Naná, Amanda, Regina, Cecília ou quem sabe Jô? Um caso que se arrastava por quatro anos, porém alguém lhe dissera que ela estava com um diplomata. Mas afinal, quem seria a misteriosa noiva?
            Enfim chegou a hora, Miguel se sentia em um jogo sem parceiro. Afinal assim ele estava, com ele apenas havia sua dúvida. Passado-se os minutos chegou a noiva, ao tirar o véu de seu rosto e vê-la pensou "como pude pensar em tantas menos nela?" e inclinou-se para beijá-la. E chega o fim do conto reinando o mistério.
            Ao meu ver a noiva era um amor impossível e ele jamais imaginasse levá-la ao altar. Mas quem sabe o destino houvesse traçado a história dos dois? Afinal, quando é amor, quando é pra ser, não há nada que impeça...acontecerá!

Lygia Fagundes Telles.
Retirada do site: Revista Lusofonia.
Síntese elaborada em uma visita à Biblioteca Escolar do Sesi, acompanhados da Professora Ilvanita para leitura de contos.


Laços de Família - Clarice Lispector

          Depois da visita de duas semanas, Catarina levou sua mãe para a estação, onde ela tomaria o trem e se despediriam. Enquanto elas estão no táxi, Catarina se lembra do desconforto causado, graças a convivência naquele período entre sua mãe e seu marido, que não se suportavam. Mas, na hora da partida, os dois se transformaram.
          De repente, um tratava o outro com delicadeza. Com esse comportamento, Catarina ficava com vontade de rir, mas como não podia, ria pelo olhar. A mãe, chamava-se Severina. Uma mãe severa, que não media as palavras ao julgar a magreza do neto. Catarina concordava, sem perder a paciência. Antônio, esposo de Catarina e pai do menino, certa noite irritou-se com tais observações da sogra.
          De repente, uma freada do carro lançou as duas mulheres uma contra a outra, provocando entre elas uma intimidade de corpos já esquecida. Era como se houvesse acontecido um desastre. Evitaram olhar-se até chegar à estação. Catarina nunca foi de muitos carinhos com a mãe. Sempre foi uma filha muito próxima, muito achegada ao pai, cheia de cumplicidade.
          Quando a campainha da estação tocou, mãe e filha se olharam assustadas, chamando uma pela outra. Como quem tivesse esquecido de dizer uma para outra, que eram mãe e filha. Mas não o disseram, ao invés disso, mandaram lembranças para os parentes, e o trem se foi. 
          Catarina voltou para casa "disposta a usufruir da largueza do mundo inteiro, caminho aberto pela sua mãe que lhe ardia no peito." Encontrou o marido na sala, lendo os jornais de sábado. O menino magro estava no quarto, totalmente distraído. Tentando chamar a atenção do filho, a mãe sacudia uma toalha na sua frente. E foi nesse momento, que pela primeira vez, ele a chamou de "mamãe", sem pedir nada e em um tom diferente. 
          Alguma coisa mudara entre eles, e o seu corpo inteiro riu,  agora não apenas com os olhos. Pegou seu filho pela mão e o levou para passear, deixando Antônio na sala, sem saber aonde iam.
          Ele olhava pela janela, sua mulher andando com o filho. Antônio sentia-se frustrado, porque ela vivia sozinha o seu momento de alegria. Decidiu que depois do jantar iriam ao cinema. Depois do cinema, seria noite.


Representação das personagens (Catarina e sua mãe).
Retirada do site: O melhor casamento do mundo.

Atividade proposta pela professora Ilvanita, de Língua Portuguesa, que nos orientou a leitura deste conto, entre outros, para nos aprofundarmos nos contos psicológicos, gênero estudado em sala de aula.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Feliz Aniversário - Clarice Lispector

Imagem retirada do site: Uol
        Feliz aniversário, é um conto de Clarice Lispector que está incluso na obra Laços de família, lançado em 1960.
            Em Feliz aniversário, a infelicidade está escondida atrás da “felicidade da festa de aniversário” de D. Anita, uma senhora que completa oitenta e nove anos.
Zilda, a filha com quem a aniversariante mora, organiza a casa para receber a família. Aos poucos, os convidados vão chegando: os filhos, as noras, os netos. Estão quase todos os parentes ali, apenas por obrigação. 
            Zilda é uma personagem que se sente no dever de realizar uma festa de aniversário para sua mãe, então arruma a casa, ocupa-se com os preparativos e convida os familiares para a comemoração.  É possível perceber que Zilda se sente um tanto revoltada por ser a única responsável por organizar tudo aquilo. 
            Não apenas a dona da casa, mas todos os parentes estão apenas "cumprindo sua tarefa", sem vontade nenhuma de estar ali. 
            Ela tenta manter a impressão que ainda há algum laço familiar entre os indivíduos presentes na festa de sua mãe. 
D. Anita, nada ingênua, percebe tal fato e fica decepcionada com seus familiares. Ela consegue perceber qual papel cada um está representando ali: alguns tentando ter um falso envolvimento com os outros, e que todos estão ali por obrigação.
            Mesmo com todas as manifestações de carinho, admiração, afeto que recebe, a velha se conserva seu silêncio. Vista de fora, é só uma velha feliz, ainda inteira, cercada dos descendentes queridos que celebram mais um ano de sua vida.
Mas por dentro, D. Anita despreza os seres infelizes e falsos que gerou. Pessoas que fingem a felicidade, enquanto sofrem por dentro sem nem mesmo perceber que isso está acontecendo. Pessoas que não sabem lidar com os próprios sentimentos e que não suportam os pensamentos.
            Através do narrador, é possível observar a decepção e angústia de D. Anita por meio de seus pensamentos, onde estão os julgamentos negativos referentes aos membros de sua família, durante a festa.
O ato de cuspir no chão, é a figura que manifesta o fato de os laços familiares não se sustentarem mais. Com essa atitude, por outro lado, a senhora provoca a raiva da filha Zilda, que teme a reprovação dos irmãos. 

            As reações violentas da aniversariante interrompem antecipadamente a festa. O ritual ainda se estende um pouco mais, os familiares se esforçam para sustentar uma felicidade que já foi denunciada como falsa. Os filhos, que quase nunca se viam ou se falavam, apressam-se nas despedidas. 
            Cantam os parabéns, “festejam” logo em seguida se despedem e vão embora. Percebe-se, então, que a festa de aniversário foi apenas feita de aparências e relações falsas. 


Atividade proposta pela professora Ilvanita, de Língua Portuguesa, que nos orientou a leitura deste conto, entre outros, para nos aprofundarmos nos contos psicológicos, gênero estudado em sala de aula.